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Moita

A vila da Moita teve origem num pequeno aglomerado de pescadores e carvoeiros que, pelos meados do século XIV, se fixou junto a um dos esteiros da margem esquerda do Tejo, adoptando para o local a designação de 'Mouta'. A situação privilegiada do local, permitindo rápidas ligações, por terra e por rio, atraiu a população e possibilitou um rápido desenvolvimento económico, culminando com a elevação a vila em 1690, por D. Pedro II, que a doou a D. Francisco de Távora, Conde de Alvor e Vice-Rei da Índia.

O concelho foi extinto em 1855 e 1895 e definitivamente restaurado em 1898.
Ao longo do tempo, actividades como a pesca, a indústria naval, a produção de sal, os viveiros de peixe e ostras e o transporte de produtos foram transformando as margens naturais do Tejo, com a construção de diques e comportas, moinhos de maré e pequenos portos que humanizaram a paisagem.
Já neste século, a evolução dos transportes e a instalação da grande indústria no Barreiro veio provocar o abandono progressivo das actividades tradicionais, acentuando-se o seu declínio a partir da década de 60.
É a extensa frente ribeirinha, com cerca de 20km, que distingue este concelho à beira Tejo. Em tempo o “ganha-pão” de muitos, hoje está mais virada para o lazer e turismo em resultado do esforço do Município da Moita em recuperar e valorizar esta zona natural.

A Moita é indissociável da “aficcion” e da Festa em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, uma das mais importantes romarias a Sul do Estuário do Tejo. Mas as histórias da luta operária e o forte associativismo fazem também parte do percurso deste concelho.
A identidade do concelho da Moita está ainda enraizada num conjunto patrimonial – religioso, civil e ambiental –, distribuído um pouco por cada uma das seis freguesias que integram o território: Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Gaio/Rosário, Moita, Sarilhos Pequenos e Vale da Amoreira.
A “alma” do concelho da Moita ficaria incompleta sem os sinais da imigração e das sucessivas migrações. Estes estão presentes nas zonas mais rurais do concelho, onde ranchos folclóricos e grupos etnográficos se empenharam na preservação da memória colectiva, e na vivência do Vale da Amoreira, onde gerações de gentes de vários pontos do País e de África misturaram culturas, provando que a tolerância é possível e a diferença necessária.
Um interessante património ligado ao rio, aprazíveis zonas verdes e a riqueza da actividade cultural e recreativa fazem do concelho da Moita um local de visita obrigatória para quem pretende conhecer melhor a Margem Sul do Estuário do Tejo.

A visitar

O Parque José Afonso (Parque Ribeirinho), na Baixa da Banheira, forma uma mancha verde com 25 ha e dispõe de restaurante, piscinas, ciclovias, circuito de manutenção, áreas de lazer, polidesportivos, parques infantis, miradouro, entre outros equipamentos.

O Moinho de Maré de Alhos Vedros, propriedade da Câmara Municipal da Moita, foi alvo de intervenção de remodelação, transformando-se num espaço cultural para usufruto de toda a população. A autarquia recuperou o seu exterior, a sala de laboração, recriando o ambiente da antiga sala de moagem, bem como o piso superior, um espaço polivalente destinado à realização de diferentes iniciativas culturais.

A igreja de S. Lourenço remonta a fins do séc. XIII, mas da construção primitiva nada resta. A nave da igreja é do séc. XVII, tendo nas paredes azulejos datáveis de 1749, onde se relatam passagens da vida de S. Lourenço (patrono da igreja). Possui um conjunto de várias capelas, S. Sebastião, S. João Baptista, Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora dos Anjos. A Capela de S. Sebastião encontra-se classificada.

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Boa Viagem (Moita), Remonta aos inícios do séc. XVII, consta de uma só nave, com púlpito de pedra localizado no centro, constituindo um bom exemplo do "Estilo Chão", uma arquitectura despojada de elementos decorativos, fria e funcional que marcou as construções religiosas entre o fim do séc. XVI e meados do séc. XVII. A Capela Mor tem um altar em talha dourada possivelmente de inícios do séc. XVII. As paredes da nave estão revestidas de painéis de azulejos azuis e brancos do início do séc. XVIII e relatam cenas da vida da virgem.

A Praça de Touros da Moita, denominada Daniel do Nascimento, em homenagem ao distinto bandarilheiro moitense que integrou a quadrilha de Joselito "El Gallo", é sede da mais importante Feira Taurina que se realiza no nosso país. Foi concebida pelo arquitecto barreirense Cabeça Padrão e inaugurada em 16 de Julho de 1950. Ao longo dos anos, foi objecto de diversas obras de beneficiação e apresenta actualmente uma lotação de 6000 lugares. A Praça de Touros Daniel do Nascimento é propriedade da Sociedade Moitense de Tauromaquia.

Construído em Gaio junto ao antigo Estaleiro Naval de barcos tradicionais do Tejo e recentemente remodelado, o Parque das Canoas é o local ideal para passar um final de tarde no sossego da Beira Tejo.
Dispõe de mesas para merendar, zona relvada, sombras apetecíveis e parque infantil

A grande virtude do núcleo antigo do Rosário é o facto de existir um grande sentido de homogeneidade e contenção no conjunto das edificações; não se trata aqui de aglomerações de edifícios notáveis com grandes diferenças entre si, mas sim do contrário – deparamo-nos com edifícios, na sua maior parte, modestos e edificações que valem pelo seu papel no todo, como vozes em uníssono num coro; conseguem, pois, em conjunto, criar um cenário para o espaço urbano que se pretende que não se venha a descaracterizar.

Exemplo da iniciativa de um mecenas local, é a capela de Nossa Senhora do Rosário, dedicada a S. João Evangelista e mandada construir em 1532 por Cosmo Bernardes de Macedo, proprietário da Quinta de Martim Afonso, fidalgo da Casa Real, tal como é referido na inscrição epigráfica, colocada sobre a porta que dá acesso à sacristia. Apresenta um arco e um portal de estilo Manuelino.
Por parecer do Instituto do Património Arquitectónico, foi determinada a classificação da Capela de Nossa Senhora do Rosário como imóvel de interesse público.

Apesar de alguns aspectos comuns aos aglomerados do Gaio e do Rosário, Sarilhos Pequenos apresenta uma atmosfera urbana diferente, sendo o núcleo antigo que possui mais densidade e apresenta um espaço urbano mais afirmado e contido.
Uma característica notável desta localidade é o cromatismo exuberante das fachadas dos seus edifícios e resulta da ligação desta povoação ao rio. Estando a maioria da população de Sarilhos Pequenos ligada à faina fluvial, as casas que habitavam eram objecto de pintura com as tintas que sobravam da manutenção das embarcações. Este aspecto da aplicação de corres garridas nas fachadas, representa, orgulhosamente, a ligação de Sarilhos Pequenos ao rio Tejo e contribui para reforçar a singularidade desta povoação.

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Caracterização do Concelho

Área do Concelho: 55,38km2 (incluindo o rio)
População Residente: 67 446 habitantes (censos de 2001)
Densidade Populacional: 1 219hab/Km2
Número de Freguesias: 6
Áreas das Freguesias:

  • Alhos Vedros - 1 798 hectares
  • Baixa da Banheira - 394 hectares
  • Gaio-Rosário - 352 hectares
  • Moita - 2 494 hectares
  • Sarilhos Pequenos - 256 hectares
  • Vale da Amoreira - 244 hectares

Feriado Municipal – Móvel – Terça-feira a seguir ao segundo domingo de Setembro

Presidente da Câmara Municipal – João Manuel de Jesus Lobo
Presidente da Assembleia Municipal – Joaquim Martins Gonçalves

Contactos Câmara Municipal

Praça da República
2864-007 MOITA
Telefone: 212806700
Fax: 212894928
cmmoita@cm-moita.pt
www.cm-moita.pt

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