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Especialistas em matéria de competências e emprego apelam a acção imediata
O Distrito de Setúbal beneficia de sete Centros de Emprego – Alcácer do Sal, Almada, Barreiro, Montijo, Seixal, Setúbal e Sines – e três Centros de Formação Profissional – Seixal, Setúbal e Santiago do Cacém – (veja os contactos no documento em anexo), que dispõem de condições para apoiar os candidatos a emprego na sua integração no mercado de trabalho e que desenvolvem, durante todo o ano, cursos de Formação Profissional com vista a aumentar o nível de escolaridade dos adultos e as suas competências profissionais.
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A oferta é ampla e adequada às necessidades de cada pessoa, potenciando as suas condições de empregabilidade.
Considerando a importância do conhecimento para o crescimento económico sustentado, para a inovação e para a melhoria do bem-estar social, a qualificação dos recursos humanosconstitui-se como uma das principais prioridades do serviço público de emprego nacional – o Instituto de Emprego e Formação Profissional.
Um relatório de especialistas independentes publicado no passado dia 4 de Fevereiro pela Comissão Europeia vem confirmar, precisamente, a importância da formação enquanto factor de sucesso no mercado de trabalho. De acordo com este grupo de trabalho é imperativo agir de imediato para colmatar as lacunas de formação na Europa, dando às pessoas os correctos incentivos para que actualizem as respectivas competências. Os especialistas alertam, ainda, para o facto de um em cada três europeus, em idade activa, possuir poucas ou nenhumas qualificações formais, o que faz com que tenha 40% menos probabilidades de encontrar um emprego do que as pessoas com qualificações de nível médio.
O relatório constitui um dos contributos mais importantes no quadro da iniciativa “Novas Competências, Novos Empregos”, e foi hoje apresentado em Bruxelas numa conferência de alto nível.
Sobre esta matéria, o Comissário responsável pelo Emprego, Vladimír Špidla, considera que “ao melhorar as competências das pessoas estaremos a contribuir para sair da crise a curto prazo e a prepararmo-nos para uma economia sustentável no futuro.”
Para o Comissário responsável pela Educação, Formação, Cultura e Juventude, Maroš Šefčovič, “temos de acabar com as divisões entre ‘educação e formação’ e ‘trabalho’, de forma a que as pessoas possam, ao longo da vida, ter a certeza de que as suas competências são adequadas às necessidades do mercado de trabalho, necessidades estas que estão em constante evolução.”
O relatório aponta, ainda, para facto de quase um terço da população europeia, entre os 25 e os 64 anos, possuir poucas ou nenhumas qualificações e, apenas, um quarto ter habilitações de nível superior.
Para que a Europa possa resolver a escassez de competências, o documento apela à intervenção em quatro grandes áreas:
- Dar aos empregadores e aos indivíduos melhores incentivos à actualização de competências, sendo que o investimento nesta matéria deve ser significativo, inteligente e não apenas financeiro;
- Abrir os mundos da educação e da formação, tornando os estabelecimentos de ensino e formação mais inovadores e reactivos às necessidades de aprendentes e empregadores e desenvolvendo qualificações relevantes centradas em resultados concretos;
- Proporcionar um misto de competências que seja mais adequado às necessidades do mercado de trabalho;
- Antecipar melhor as necessidades futuras em matéria de competências.
Não obstante, segundo as projecções do CEDEFOP, o centro de educação e formação profissional de referência na UE, espera-se que na próxima década venham a ser criadas perto de 80 milhões de oportunidades de emprego. Entre estes postos de trabalho, quase 7 milhões serão novos e a maioria deles exigirá uma força de trabalho dotada de competências mais elevadas.
Para mais informações consulte:
Relatório dos especialistas: Novas competências para novos empregos: Acção imediata»:
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2010-02-08
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