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LASA e Governador Civil homenagearam o pintor João Vaz

A Liga de Amigos de Setúbal e Azeitão (LASA) e o Governador Civil, Manuel Malheiros, colocaram, ontem de manhã, junto ao busto do pintor Setubalense João Vaz, no Largo do Carmo, em Setúbal, uma coroa flores em sua homenagem.

LASA e Governador Civil homenagearam o pintor João Vaz
LASA e Governador Civil homenagearam o pintor João Vaz
LASA e Governador Civil homenagearam o pintor João Vaz

No dia em que se completou 151 anos do seu nascimento, o Governador Civil definiu João Vaz como “um dos maiores pintores portugueses dos séculos XIX e XX”.
“Há, em Alcácer do Sal, uma marinha de João Vaz, no pano de boca do Teatro Pedro Nunes, que pertence à Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba. Eu olhava para aquela marinha, quando era jovem adolescente, e gostava, mas não sabia de quem era. Só vim a saber muitos anos depois, lendo o Guia de Portugal, essa obra de Raúl Proença e do seu grupo. Estava lá assinalado que, entre as coisas interessantes de Alcácer do Sal, havia um pano de boca com uma marinha de João Vaz. É, por isso, uma grande alegria estar aqui hoje a assinalar o nascimento de João Vaz”, disse o Governador Civil.
O Presidente da LASA, Carlos Silveira, lembrou aos presentes que foi João Vaz que pintou e decorou o tecto dos Passos Perdidos da Assembleia da República, “figurando a lei, a justiça e a sapiência”.
Carlos Silveira referiu, também, outras importantes obras do pintor, nomeadamente no “Teatro Rainha Dona Amélia, hoje Fórum Luísa Todi, onde pintou o pano de boca, no Teatro Garcia de Resende, onde fez algumas pinturas do hall e tectos e no Hotel do Bussaco, onde pintou os frescos da sala de jantar, ilustrando passagens dos Lusíadas. Pintou a Sala de Restauração do Museu Militar e algumas salas do Palácio de Belém, a Sala dos Arcos Grandes, da Faculdade de Ciências Médicas, e o tecto da Igreja da Graça, em Lisboa”.
Para além de artista, João Vaz foi professor de Desenho na Escola Industrial Afonso Domingues e instalou o curso comercial na Escola de Desenho Industrial de Setúbal.
Falecido em 1931, o artista setubalense foi discípulo dos pintores Silva Porto e José da Anunciação.
Participou, também, com pinturas a óleo e aguarela, em exposições da Sociedade Promotora de Belas-Artes, do Grémio Artístico, da Sociedade Nacional de Belas-Artes e do Grupo do Leão.
Na pintura a cavalete reproduziu, principalmente, temas aquáticos e marinhos (No Tejo, Barcos, Praia da Rocha, Povoação à Beira do Rio).

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2010-03-10
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